O PALÁCIO DA VENTURA FORTUNE'S PALACES
Anthero Tarquínio de Quental trans. James H. Donalson
(from Portuguese)
Sonho que sou um cavaleiro andante.
Por desertos, por sóis, por noite escura,
Paladino do amor, busco anhelante
O palácio encantado da Ventura!

Mas já desmaio, exausto e vacilante,
Quebrada a espada já, rota a armadura ...
E eis que súbito o avisto, fulgurante
Na sua pompa e aérea formosura!

Com grandes golpes bato à porta e brado:
Eu sou o vagabundo, o deserdado ...
Abri-vos, portas de ouro, ante meus ais!

Abrem-se as portas de ouro, com fragor,
Mas dentro encontro só, cheio de dor,
Siléncio e escuridão ... e nada mais!
I dream that I'm an errant cavalier
traversing deserts, thru the darkest night,
love's paladin, I search both far and near
for Fortune's haunting palaces of light.

I faint, exhausted, I the faltering peer
of broken sword and armor far from bright.
And suddenly my eyes can see appear
a castle's splendrous pomp and beauteous height!

I strike the door and pealing echoes roll,
yes, I the wandering one, the outcast soul.
Now open, doors of gold, before my pleas!

The golden portals swing apart with din
but, full of grief, I find alone within
a silent darkness that is mine to seize!

Trans. Copyright © James H. Donalson 2003


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