MEA CULPA MEA CULPA
Anthero Tarquínio de Quental trans. James H. Donalson
(from Portuguese)
Não duvido que o Mundo no seu eixo
Gire suspenso e volva em harmonia;
Que o homem suba e vá da noite ao dia,
E a homem vá subindo insecto e seixo.

Não chamo a Deus tirano, nem me queixo,
Nem chamo ao céu da vida noite fria;
Não chamo à existência hora sombria;
Acaso à ordem; nem à lei desleixo.

A Natureza é minha mãe ainda ...
É minha mãe... Ah, se eu à face linda
Não sei sorrir; se estou desesperado;

Se nada há que me aqueça esta frieza;
Se estou cheio de fel e de tristeza...
É de crer que só eu seja o culpado!
I do not doubt the world in emptiness
spins on its axis, concord guides its flight;
that man progresses, goes to day from night;
to man the stone and insect will progress.

I don't call God a tyrant, claim distress,
nor do I call the heaven of life cold night
nor do I call existence shade and blight:
perhaps good order, never law, transgress.

And Nature's still my mother, even she;
and if I could not smile at that fair face;
if I despair of all the human race;

if there is nothing warms the cold for me;
if I am bitter, full of gall, ashamed,
then clearly, only I am to be blamed!

Trans. Copyright © James H. Donalson 2003


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