A ALBERTO TELES ALONE! BUT HERMITS ON THE
MOUNTAIN'S HEIGHT ...
Anthero Tarquínio de Quental trans. James H. Donalson
(from Portuguese)
Só! - Ao ermita sózinho na montanha
Visitão Deus e dá-lhe confiança:
No mar, o nauta, que o tufão balança,
Espera um sopro amigo que o céu tenha ...

Só! - Mas quem se assentou em riba estranha,
Longe dos seus, lá tem inda a lembrança;
E Deus deixá-lhe ao menos a esperança
Ao que à noite soluça em erma penha ...

Só! - Não o é quem na dor, quem nos cansaços,
Tem um laço que o prenda a êste fadário,
Uma crença, um desejo ... e inda um cuidado ...

Mas cruzar, com desdém, inertes braços,
Mas passar, entre turbas, solitário,
Isto é ser só, é ser abandonado!
Alone! But hermits on the mountain's height
Are visited by God, who gives them trust.
At sea, the sailor, tossed by stormy gust,
Awaits a friendly wind from heaven's might.

Alone! But exiles on strange shores, in flight
Far from their own, have memory as they must.
And God leaves him a hope, if only just,
Who languishes on barren crags by night.

Alone! He is not so who has a tie
In pain, in weariness that binds his fate:
Belief, desire, and yet a care at last.

But crossing arms with scorn and passing by
Alone among the milling throngs that wait:
This is to be alone; to be outcast!

Trans. Copyright © James H. Donalson 2003


next
index
translator's next